Tratamento de resíduos

Tratamento de resíduos embalados: o que acontece com os produtos vencidos na sua indústria?

29 de maio de 2026

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Indústrias de alimentos lidam diariamente com produtos embalados que não chegam ao mercado e precisam de uma destinação correta.
Indústrias de alimentos lidam diariamente com produtos embalados que não chegam ao mercado e precisam de uma destinação correta.

De fato, em toda indústria de alimentos, bebidas ou rações convive com uma realidade pouco comentada: produtos que não chegam ao mercado. Lotes vencidos ou comprometidos, provenientes de laticínios, indústrias alimentícias. varejo, atacarejo, centros de distribuição e operações da cadeia de proteína animal frequentemente chegam mistrurados, dificultando o tratamento adequado desses materiais. Na prática, o produto está embalado, pronto, mas a empresa não pode comercializá-lo. Por isso, aí começa um problema que a maioria das empresas pouco sabem como lidar. Especialmente quando o assunto é o tratamento de resíduos que esse material gera.

Um número que contextualiza tudo

Das 161,3 milhões de toneladas de alimentos que o Brasil produz anualmente, o país desperdiça 55,4 milhões, desde o campo até a mesa. E o ponto mais crítico desse desperdício não está no prato do consumidor: mais de 80% do desperdício de alimentos no Brasil vem da cadeia produtiva: do produtor até o supermercado.

Segundo o Movimento Pacto Contra a Fome, as toneladas de alimentos desperdiçadas ao longo da cadeia de produção estão divididas da seguinte forma:

  • Produtores e colheita: 17,3 milhões de toneladas – 31,2%
  • Pós-colheita, armazenamento e transporte: 10,8 milhões de toneladas – 19,5%
  • Manufatura e abastecimento: 11,9 milhões de toneladas – 21,5%
  • Varejo alimentar e serviço de alimentos: 7,9 milhões de toneladas – 14,3%
  • Consumidor final: 7,5 milhões de toneladas – 13,5%

Isso significa que o processo produtivo é um dos lugares onde mais se perde. E parte significativa dessa perda chega embalada: iogurtes fora de especificação, ração úmida de lote comprometido, pães industrializados com prazo vencido. Produtos que existem, que têm embalagem, que têm peso e que precisam de uma destinação adequada antes de qualquer outra coisa.

O tratamento de resíduos embalados que ninguém resolve direito

Atualmente, o caminho mais comum ainda hoje é o aterro sanitário ou a compostagem. No entanto, existe um problema estrutural nessas duas saídas: ninguém as projetou para lidar com resíduos embalados.

Por exemplo, jogar um iogurte lacrado numa composteira não transforma o iogurte em composto. A embalagem contamina o lote orgânico, o orgânico contamina a embalagem, e no fim você tem um resíduo que não serve nem para um destino nem para outro.

Aterrar esse material é simplesmente enterrar o problema e os impactos vão além do operacional. Os aterros sanitários brasileiros já operam sob pressão constante, e o descarte inadequado de resíduos no solo atinge diretamente o lençol freático, contaminando a água e criando um ciclo de poluição que afeta ecossistemas inteiros e comunidades locais. Resíduo embalado num aterro não é só ineficiência operacional, é contribuição ativa para um passivo ambiental coletivo.

Há também uma dimensão regulatória que merece atenção. A Lei nº 12.305/10, a Política Nacional de Resíduos Sólidos, estabelece as metas e ações que todo o Brasil deve cumprir, levando em consideração a prevenção e redução na geração de resíduos e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos. Enviar resíduo embalado para aterro sem o devido tratamento não é apenas uma decisão operacional ruim, é um passivo legal esperando para se materializar.

O que é e o que faz

Felizmente, a resposta para esse gargalo existe e tem nome.

O Depackager é um equipamento desembalador: ele separa, de forma automatizada, o resíduo orgânico da sua embalagem. Iogurtes, ração úmida, pães embalados, molhos, balas… Tudo que chega misturado sai em duas frações distintas: o orgânico, que segue para tratamento e aproveitamento dentro da lógica de economia circular; e o inerte (a embalagem), que recebe destinação adequada separadamente.

Na Bioo, o processo aceita materiais embalados em plástico, papel, papelão e tetra pak. Embalagens metálicas ou de vidro não entram nesse fluxo. Além da separação eficiente, o processo garante a descaracterização dos produtos (impedindo reutilizações inadequadas) e viabiliza a emissão de documentação como o CDF (Certificado de Destinação Final), estruturando rastreabilidade real para grandes operações.

Por que isso importa

No fim das contas, aterros recebem o que não tem mais destino. Da mesma forma, compostagem exige matéria orgânica livre de contaminantes. Nenhum dos dois lida com a complexidade do tratamento de resíduos embalados e forçar esse encaixe gera ineficiência, custo e, muitas vezes, passivo ambiental.

Quando o orgânico e o inerte estão separados, cada um pode seguir o caminho certo. O material orgânico entra num ciclo de valorização real: pode virar biometano, CO2 biogênico, fertilizante, insumo para outras cadeias. A embalagem vai para reciclagem sem estar contaminada.

Dessa forma, com alternativas de transformação, empresas passam a promover o modelo de economia circular, contribuindo diretamente na redução dos passivos ambientais e esgotamento dos aterros

Portanto, o depackager resolve essa equação antes que ela vire problema: o orgânico entra no ciclo certo, a embalagem também, e a indústria cumpre sua obrigação de tratamento de resíduos com rastreabilidade e responsabilidade.

A forma como uma indústria lida com um produto orgânico vencido impacta diretamente a segurança alimentar pública e o meio ambiente. O descarte inadequado contamina solo e água e contribui para emissões de gases nocivos. Por fim, ainda são poucas as empresas no Brasil com essa tecnologia disponível. A Bioo é uma delas e está pronta para ajudar a sua operação a dar a destinação certa para o que até hoje ficava sem solução.

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